Ações do Bradesco (BBDC4) despencam na bolsa de valores

Bradesco perde R$ 30 bilhões em valor de mercado

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As ações do Bradesco (BBDC4), caíram em 2,28%, às 15:33, nesta quinta-feira (10), na bolsa de valores brasileira. Deste modo, o banco registra grande queda, desde o resultado financeiro do terceiro trimestre.  

Ontem (9), as ações do banco caíram em 17% na bolsa de São Paulo (B3). Com as ações ordinárias (BBDC3),  recuando a 20%, o equivalente a R$ 13,27. Já as ações preferenciais (BBDC4), fecharam a bolsa sendo cotadas a R$ 15,35.

Os balanços do terceiro trimestre de 2022 

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Na terça-feira (08), o Bradesco divulgou o resultado financeiro do terceiro trimestre de 2022, registrando um lucro líquido de R$ 5,2 bilhões, com 22% a menos do que o resultado apresentado no terceiro trimestre de 2021, portanto ficando abaixo das expectativas esperadas pelos analistas. 

No balanço, o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) do banco caiu de 18% para 13% atingindo o nível mais baixo desde o segundo trimestre de 2020. 

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Um dos motivos  por trás da  queda no rendimento do branco, foi o impacto da inflação e juros altos, resultando  em inadimplência, que subiu em 2,6%. 

Alguns analistas da XP Investimentos,  comentaram que o resultado do terceiro trimestre: “Os resultados fracos do Bradesco no 3T22 foram impactados principalmente pela margem financeira (NII) com o mercado abaixo do esperado e maior provisionamento, que levou seu resultado para R$ 5,2 bilhões e um ROE médio de 13% no período”. 

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“Além disso, o banco revisou para cima seu guidance de provisões em 2022, o que implica em resultados ainda pressionados no 4T22. Com isso, esperamos uma reação negativa do mercado e reiteramos nossa visão conservadora para suas ações”, finalizaram os analistas.

Bradesco Créditos: Reprodução

A inadimplência 

De acordo com o presidente executivo Octavio de Lazari Junior, o índice de inadimplência pode seguir “pressionado” por alguns trimestres, entretanto o banco acredita que pode melhorar na segunda metade de 2023. O presidente do Bradesco também disse que, os períodos ruins que mostram alta inadimplência, serão compensados por melhores resultados na tesouraria. 

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O futuro do Bradesco após os resultados trimestrais

O presidente executivo do Bradesco, também disse que após os resultados do terceiro trimestre, ele realizou teleconferências com o mercado de imprensa, apontando que os números da companhia podem demorar para mostrar uma melhora. 

“O lucro do Bradesco deve seguir pressionado por alguns trimestres”, disse Octavio de Lazari Junior, em conferência com jornalistas . O diretor executivo também afirmou  que a carteira de créditos deve fechar apresentando inferioridade na projeção de crescimento de 10% a 14%. 

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Octavio de Lazari Júnior, disse que o cenário macroeconômico pode estar afetando a capacidade de pagamento dos clientes, como através de famílias e pequenas empresas.

Presidente executivo do Bradesco, Octavio de Lazari Junior Créditos:  Darlan Alvarenga

O presidente executivo disse que a queda da inflação, com possível redução na taxa de Selic, pode ser positiva para o crédito, mesmo com os sinais de recessão na Europa e nos Estados Unidos.  

Alguns analistas cortaram grandes recomendações na compra das ações, como o Credit Suisse,  que diminuiu a recomendação na compra de ações do Bradesco, para o nível neutro, assim como o BTG Pactual. 


O Itaú BBA, já havia  roubado a sua recomendação do banco Bradesco para neutra: “Nosso recente rebaixamento do Bradesco foi exatamente para refletir essa piora na qualidade do crédito e na dificuldade de extração de receita líquida de juros. Este trimestre foi pior do que esperado e provavelmente diminuirá as expectativas para 2023 também”, disseram os analistas  do Itaú.

Por mais que o presidente executivo tenha afirmado que os planos do banco são melhorar o rendimento, como a expansão de  116%  das despesas com provisões contra a inadimplência, o Bradesco registra perda de R$ 30 bilhões em valor de mercado.

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