Ações da Petrobras (PETR4) e BB (BBAS3) caem em 5% na Bolsa após eleições

Analistas afirmam que o resultado do segundo turno das eleições pode afetar a bolsa de valores do Brasil

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As ações da Petrobras (PETR4) caíram em 6,48% e as do Banco do Brasil (BBAS3) em 6,21%, nesta segunda-feira (31). O resultado do segundo turno das eleições, é uma grande influência na queda da bolsa de valores do Brasil, já que, segundo alguns analistas, o futuro da economia é incerto.

Na semana passada as ações da Petrobras e do Banco do Brasil, já apresentavam uma queda de 7% na bolsa de valores, devido aos pontos negativos nas campanhas eleitorais do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Lula (PT). 

Petrobras 

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Com os resultados das eleições, a empresa de mineração de petróleo apresenta neste momento, uma queda de 8,41% na bolsa de valores do Brasil. Os analistas do JPMorgan disseram que as recomendações para a compra nas ações da Petrobras  são neutras, além de reduzirem o preço-alvo para R$ 37,00. Eles também afirmam suas incertezas perante a petrolífera após a vitória de Lula.


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O plano de Lula para a economia começa com a revisão do Preço de Paridade de Importação (PPI), uma ação feita pela Petrobras desde 2016. O objetivo do PPI é fazer com que os combustíveis refletem em “custos nacionais”, sendo assim acompanhando as oscilações do dólar e do petróleo. 

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Os impactos da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, reduziu a oferta global dos produtos, deste modo é necessário conter a escalada nos preços dos derivados do petróleo. O novo governo precisará encontrar uma nova maneira de não reduzir a competitividade das importações do petróleo.  

Banco do Brasil 

Na semana passada o Banco do Brasil apresentou uma queda de 13% das suas ações na bolsa de valores, apresentando uma baixa de 5,20%. Às 16:22, no horário de Brasília, o Banco do Brasil cai em 5,87% na bolsa.

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Estados Brasileiros Créditos: Educa mais Brasil

Os estados brasileiros

Alguns estados, tiveram o segundo turno das eleições para governadores, como o Amazonas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Sergipe, Alagoas, Rondônia e Bahia, que  também sofreram uma queda na bolsa de valores.

Algumas das principais empresas estatais, como em São Paulo com a Sabesp (SBSP3) e o Amazonas com o Banco Amazônia S.A (BAZA3), sofreram uma queda na bolsa, nesta manhã.  

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Os analistas

Alguns analistas comentaram que o motivo da queda na bolsa de valores no Brasil, após o segundo turno das eleições, é devido à incerteza em relação às políticas futuras. Até o momento, o presidente eleito não anunciou quem serão os próximos integrantes da sua equipe, como o próximo ministro da Economia.  

O analista de ações da Levante Ideias de Investimentos, Flávio Conde, disse que: “O dólar deve subir e ir até R$ 5,50 ou 5,60. Isso tudo deve acontecer neste primeiro pregão após o 2° turno, essa reação é por conta da indefinição de qual vai ser o Lula de 2023”.

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Representação dos analistas  Créditos: Reprodução

Por fim, Flávio Conde comentou sobre sua visão em relação ao mercado financeiro após o segundo turno:  “Existe essa indefinição, e por isso a Bolsa deve cair. Não é porque as pessoas não querem o Lula. O mercado financeiro não tem, na minha opinião, preferência. O que o mercado financeiro tem é reação a fatos”.

O analista da XP Investimento, Fernando Ferreira, destacou o impacto do segundo turno na semana passada, dizendo que os ativos brasileiros tiveram desempenho fraco e inferior em comparação com os mercados globais. 


Outros analistas da XP, finalizam dizendo que: “No caso do Banco do Brasil, essas questões giram em torno das linhas de concessão de crédito subsidiadas. Para a Petrobras,  as principais questões são em relação à futura política de precificação de combustíveis, bem como seus programas de investimentos futuros”.

Semana passada, o Ibovespa apresentou uma queda de 4,5%, desvalorizando o real em 2,5%. Deste modo, o futuro da bolsa de valores brasileira, segundo os analistas, pode se tornar um problema em 2023. Muitos apontam que se os resultados continuarem assim, até o final de 2022 o mercado financeiro brasileiro poderá se tornar um caos.

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