O que foi o Plano Verão?

Entenda o que foi e porque o Plano Verão não deu certo e como os planos na economia podem funcionar ou fracassar

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Plano é algo que é instável, reto, firme e que nada pode ultrapassar, isto no conceito terrestre, já plano para fins de projeção, é um conceito de que algo precisa ser feito para dar certo. Na economia, os planos são vistos quase mensalmente, todos os países existentes já realizaram algum plano econômico, financeiro ou mercantil para estabilizar-se em toda a sua história. 

Os anos 80 para algumas gerações que viveram, foram os anos de ouro, para o mundo financeiro já não foi tão bom assim, esses anos marcaram diversos planos estratégicos para corrigir a inflação e no Brasil isso foi mais frequente do que qualquer um pode imaginar, o último plano para tentar a salvação econômica do Brasil, foi o Plano Verão.

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Plano Verão

O presidente do Brasil na ocasião era José Sarney, as saídas para a crise não eram tão eficientes, o ano era 1989 e o Brasil tinha diversos fatores monetários a corrigir. Três planos econômicos do governo Sarney já tinham entrado em vigor, eram eles: Plano Cruzado I, Plano Cruzado II e Plano Bresser. Ambos planos acabaram falhando em vista que as moedas de outros países cresciam e aqui você pode entender melhor sobre todas as moedas já existentes no Brasil.

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Um novo plano precisava ser elaborado para que o Brasil pudesse sair da crise, um novo ministro da Fazenda surgiria para elaborar e caracterizar o novo plano, apontando os erros do passado e tentando concertar no futuro. Maílson da Nóbrega foi eleito e começou os trabalhos no quarto plano consecutivo do Brasil, o Plano Verão.

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Estabilização financeira e recolocação econômica para o país eram os principais objetivos do Plano Verão. Com grandes diferenças aos planos anteriores em comparação aos Planos Cruzados, entre as mudanças, a principal foi a modificação do rendimento da caderneta de poupança, na qual foi a mais popular forma de aplicação de renda fixa nos anos 80. Uma migração marcou a economia também, foi a migração do IPC (índice de Preço ao Consumidor) ao LFTs (Letras Financeiras do Tesouro, atual Tesouro Selic). 

Algumas importantes mudanças precisam ser destacadas neste Plano Verão, são elas:

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  • Novo congelamento de preços por tempo indeterminado
  • Aumento de juros
  • Rígido controle de gastos públicos
  • Extinção da URP (Unidade de Referência de Preços)
  • Introdução de nova moeda, o Cruzado Novo

Plano Verão em ação 

Os três planos econômicos brasileiros anteriores, Plano Cruzado I, Plano Cruzado II e Plano Bresser, falharam e o Plano Verão seguiu o mesmo caminho e acabou falhando. Tinha como objetivo principal, reduzir a inflação mensal no país para valores próximos ao de 10% e não chegou nem perto deste número. O desenvolvimento econômico do Brasil foi comprometido por uma década inteira, isso dificultou que o Plano Verão fosse algo funcional ou que ajudasse na economia. 

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Os brasileiros foram afetados por cada um destes planos e a cada mudança realizada, o desespero na população era iminente, a correção na caderneta de poupança foi uma das principais fontes do desespero populacional. Devido à alteração implementada pelo Plano Verão,  os investidores que possuíam um bom saldo na caderneta de poupança com aniversário entre 1 a 15 de janeiro de 1989, registraram grandes perdas no seu patrimônio investido. O Plano Verão não foi transparente e muitos destes investidores se sentiram injustiçados, alguns chegaram a processar a União, mas sem sucesso, alguns anos após o plano ter falhado, alguns investidores prejudicados receberam uma pequena indenização com parte do que haviam perdido.

Até dias atuais, pessoas que perderam investimentos durante o Plano Verão, se conseguirem provar o prejuízo, podem contatar o governo federal e saber se tem algum direito corrigido do dinheiro perdido na época. Nesta ocasião, o Plano Verão foi sucessor aos planos do presidente impichado, Fernando Collor de Mello, que em sua gestão, gerou o descontrole inflacionário e o confisco da poupança dos brasileiros.

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