Inflação acumulada: seus efeitos diante da economia brasileira

O fenômeno que ao mesmo tempo faz com que os preços subam e o poder de compra diminua

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A inflação acumulada mede a diminuição do poder de compra ao longo de um determinado período de tempo.

Dessa forma, ela também diz respeito ao declínio do lucro de investimentos, já que corresponde a uma desvalorização do dinheiro de uma forma geral.

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O desbalanceamento da oferta e da demanda é a chave para gerar o fenômeno.

Como a inflação é gerada?

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O termo se refere diretamente ao excesso de dinheiro que está em movimento na economia. Dessa forma, a demanda e os preços dos serviços sobem de forma generalizada.

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Consequentemente, o aumento dessa taxa implica no aumento dos preços de uma forma direta. Se algo que custa R$ 100,00 passar por um aumento de 10% na inflação, seu preço final será de R$ 110,00.

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Quem mede a inflação?

O fenômeno é medido pelo IBGE, através do IPCA, considerado pelo governo como medida oficial de medição da inflação, que é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

Ilustração de medição/Fonte: Blog da Manutenção Elastobor

Esse índice leva em consideração o preço dos itens de consumo médio das famílias brasileiras.

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Mensalmente é medido o gasto dessas famílias que possuem uma renda de até 40 salários mínimos com produtos do seu cotidiano, constatando se seu poder de compra aumentou, ou diminuiu.

Daí, são contabilizadas as taxas de inflação de cada mês, que assim dará origem à inflação acumulada daquele respectivo ano.

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Se houver redução nessa taxa ao longo desses 12 meses, é subtraído do produto final anual.

Seu efeito na área de investimentos

Sua atuação nesse âmbito é bem subjetiva, e pode variar entre seus tipos.

A inflação nesses casos interfere indiretamente, fazendo com que a própria desvalorização da moeda seja o principal fator nesse declínio.

Nos casos de investimentos de renda fixa, por exemplo, o retorno é regular. Isto é, permanece com o mesmo valor até o final.

Aí, com o aumento da taxa de inflação, o lucro gerado pela ação vai render cada vez menos.

Pilha de moedas diminuindo/Fonte: Aula Magna

Se considerarmos os investimentos de renda variável, a própria redução do poder de compra de seus consumidores representa um aspecto negativo do fenômeno. 

Conforme o dinheiro vai rendendo menos, as empresas têm mais gastos com seus funcionários e matéria prima. E com a redução do poder de compra e da qualidade de vida dos compradores das ações, isso se torna um desastre.

Como calcular a inflação

Em seu site oficial, o IBGE disponibiliza uma ferramenta que tem por objetivo calcular a taxa do IPCA, e consequentemente, da inflação em si.

Ela calcula a correção de um valor até os dias de hoje, levando em consideração essa taxa. Lá, deve-se colocar o mês inicial, o mês final e a quantia em questão.

Qual a diferença entre o IPCA e o INPC?

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), como é descrito, tem como objetivo avaliar o custo de famílias com uma renda de até 5 salários mínimos.


A única diferença entre os termos, é que no primeiro é levando em consideração o consumidor amplo, e no segundo, o consumidor de uma forma mais segmentada.

Ele foi criado para analisar com mais precisão as famílias que mais são afetadas pelo fenômeno. Essas famílias gastam basicamente sua renda inteira com itens básicos, e por isso são afetadas de uma forma mais severa.

Como a pandemia afetou o nosso poder de compra?

A pandemia de COVID-19 no Brasil só fez com que os números subirem. O impacto social do vírus levou a distribuição desigual de produtos no mundo, o que atingiu também grandes nações.

De longe, o maior aumento foi em 2021. Neste ano, a inflação acumulada chegou a 10,06%, o maior valor desde 2015. em 2020, o valor foi de apenas 4,52%.

A demora no processo de vacinação, aliada aos danos que o vírus causou ao país, fizeram com que os valores subissem exponencialmente. 

Em 2022, a previsão para o índice é de 5,56%, o que indica uma melhora nesse quadro.

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