Fannie Mae: responsável pela crise do subprime em 2008

Qual foi a papel da empresa na crise imobiliária

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Uma das grandes responsáveis pela crise de subprime de 2008, a Fannie Mae era uma empresa de capital aberto do governo dos Estados Unidos que operava no setor hipotecário estadunidense. Hoje, ela é conhecida como uma das maiores causadoras da crise da bolha imobiliária, uma das maiores crises econômicas da história. 

Com diversas empresas à falência, desemprego em massa e disparo do número de pessoas sem casa, a crise reverberou o mundo. Motivada pelo alto volume de crédito arriscado concedido pelos bancos, os empréstimos hipotecários. A Fannie Mae foi um dos grandes nomes a oferecer excelentes garantias (que eles não conseguiam suprir), o que promoveu confiança dos clientes e aumentou com o número de pessoas vitimadas pela crise.

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Fannie Mae

A Federal National Mortgage Association (FNMA), conhecida como Fannie Mae, foi a empresa hipotecária de capital aberto patrocinada pelo governo dos Estados Unidos. Fundada como parte do New Deal pelo Congresso em 1938, durante a Grande Depressão, ela era revendedora de empréstimos no mercado hipotecário, assim disponibilizando mais hipotecas à população de renda baixa. 

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Os empréstimos concedidos pelas instituições financeiras eram revendidos pela Fannie Mae que depois repassava parte do dinheiro de volta para os bancos. Eles não emitiam ou forneciam empréstimos, eram os responsáveis pela venda e negociação envolvida, o chamado mercado secundário de hipotecas.

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Seu lucro era a diferença entre a venda do crédito e o dinheiro passado aos bancos. Cerca de 50% de todo o mercado hipotecário era propriedade da Fannie Mae e da Freddie Mac (Federal Home Loan Mortgage), empresa do mercado secundário garantida pelos EUA. Até a bolha ter estourado, ambas tinham o que corresponde a U$ 12 trilhões.

Seu objetivo

Sobretudo, a Fannie Mae foi criada com o intuito de aquecer o mercado e gerar liquidez. Ao facilitar crédito a mais pessoas – visto que seu público alvo era pessoas de renda média a baixa, ou seja, pessoas que normalmente não conseguiriam uma hipoteca – o investimento no mercado provia mais liquidez aos bancos e outras instituições financeiras, que por sua vez conseguiam fornecer mais financiamentos.

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Por não originar ou proporcionar empréstimos, a empresa era um grande investidor no mercado, ela atendia os bancos, repassando seus empréstimos à população. Portanto, quando os mesmos flexibilizaram suas normas e padrões, a Fannie Mae começou a vender empréstimos arriscados, com boas garantias, a pessoas que apresentavam baixas probabilidades de retorno.

Esses créditos de alto risco se tornaram a maioria do portfólio da empresa, que começou a revender esses títulos subprime.

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Crise

Subprime são os títulos de categoria abaixo dos prime, excelente em inglês, característico pelo classificação de risco, a modalidade de crédito foi criada para atender as pessoas de média a baixa renda e que, mesmo não apresentando segurança, os bancos os tinham como alvo.

Esses clientes eram chamados de NINJA, acrônimo em inglês para no income, no jobs, no assets, o que traduz para as pessoas que não tinham renda, trabalho ou bens.

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Fannie Mae: responsável pela crise do subprime em 2008
Estouro da bolha acarretou em grave crise /Foto: Reprodução

Deste modo, os créditos incertos atendiam pessoas que também não haviam jeito de reembolsar. Como o número de pessoas era grande, conforme a demanda aumentava, mais os bancos produziam este crédito. Logo, criando um dos fatores mais estruturantes da crise, a supervalorização das hipotecas.

Como o arranjo vivia em um ciclo de valorização do mercado, as pessoas continuavam a adquirir empréstimos subprime, o que somente apertava ainda mais a bolha. Por consequência, os critérios frouxos se mantiveram, o que permitiu com o aumento de pessoas que não conseguiam pagar de volta os bancos. Então, quando o acúmulo de inadimplência chegou a ser astronômico, a bolha criada no esquema estourou, dando início à crise.


Estouro da bolha

Com o estouro da bolha, as propriedades usadas como garantia foram apreendidas pelo governo todas de uma vez, consequentemente, o mercado supervalorizado despencou com a quantidade de casas agora disponíveis. Ao mesmo tempo que as dívidas permaneceram, a alta de juros sob os preços baixos dos imóveis somente contribuiu para o volume de inadimplentes e consequências do estouro. 

Como responsável por conceder os empréstimos, a Fannie Mae oferecia os maiores riscos aos clientes enquanto fazia ofertas generosas de garantias. A empresa do mercado secundário precisou receber um auxílio bilionário do governo, que passou a deter 80% das ações.

No decorrer da crise, além do financiamento que transferiu o controle da empresa ao governo federal, todos os pagamentos aos acionistas da Fannie Mae foram paralisados, junto com o afastamento dos executivos.

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