Como o IPCA pode influenciar na sua vida

A principal função do índice é calcular o custo de vida dos brasileiros, porém até investimentos são feitos pelo IPCA

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Um dos índices mais importantes para a vida da economia brasileira é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que é popularmente conhecido pela sua sigla, o IPCA. 

Sua importância é notável por sua posição de indicar qual é a real situação da inflação do país. Além disso, o IPCA tem o poder de influenciar o rendimento das aplicações financeiras, principalmente quando o assunto é Renda Fixa, afinal, alguns títulos são atrelados a esse indicador. 

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O cálculo do IPCA é realizado nas principais cidades do Brasil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em todos os meses do ano e o resultado reflete no custo de vida da população nos lugares estudados.

Isso significa que quanto maior é o IPCA, mais alto está o custo de vida das pessoas naquelas regiões. Caso contrário, se o índice for menor, o custo de vida também estará. 

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HISTÓRIA

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O IPCA foi criado em 1979, porém só começou a ser utilizado pelo Banco Central (Bacen) apenas em junho de 2000 por conta da política econômica adotada no momento.

Na época, o índice foi escolhido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para ser utilizado no regime de metas de inflação, que está em vigor desde 1999.

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Apesar disso, o órgão responsável por executar as políticas necessárias para atingir as metas de inflação. Um exemplo é a redução ou o aumento da Taxa Selic.

CÁLCULO

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A primeira etapa para a definição do IPCA é a pesquisa de preços, realizada todo mês pelo IBGE em estabelecimentos comerciais, domicílios e concessionárias de serviços públicos. 

Durante a análise, a pesquisa de preços é realizada todos os dias e apenas o valor à vista dos itens é contemplado.

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Ele concentra a pesquisa nas principais áreas urbanas do país. Nessas regiões, faz o levantamento de cerca de 400 mil preços ao longo do mês, em algo próximo a 30 mil estabelecimentos. 

Esse processo é repetido todos os meses para que possa ser feito o comparativo.

Assim que é concluída a pesquisa de preços em cada região, os índices são agregados e passam a compor o índice nacional.Porém, o cálculo que é feito para definir o IPCA dá pesos diferentes a cada região. 

Portanto, há locais que pesam mais sobre o índice de inflação por motivos relacionados ao tamanho da sua população e à relevância econômica da região dentro do país.

O número de itens avaliados pelo IPCA varia entre 300 e 400 produtos e serviços. A qualidade também muda. Itens voltados para o cuidado de animais de estimação e plataformas de streaming, por exemplo, passaram a compor o índice, enquanto outros abandonaram a lista, como assinaturas de jornal e ternos. 

Mas alguns itens permanecem e não devem sair tão cedo porque estão na essência da cultura de consumo dos brasileiros, como arroz, feijão, cabeleireiro e barbeiro, leite, algumas espécies de peixe, cortes de carne, serviços médicos e transporte viário.

Esses itens são separados em sete categorias diferentes, cada uma tendo um percentual de participação na composição do índice de preços. Alimentação, por exemplo, detém um quarto do valor total do IPCA e é a categoria que mais influencia no aumento ou na redução dos preços gerais.

De acordo com o IBGE, atualmente, a população-objetivo do IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, residentes nas áreas urbanas das regiões de abrangência do SNIPC, as quais são essas regiões metropolitanas: 

  • Belém;
  • Fortaleza; 
  • Recife; 
  • Salvador; 
  • Belo Horizonte; 
  • Vitória;
  • Rio de Janeiro;
  • São Paulo;
  • Curitiba;
  • Porto Alegre; e
  • Distrito Federal.

E dos municípios de:

  • Goiânia;
  • Campo Grande;
  • Rio Branco;
  • São Luís; e 
  • Aracaju.

INVESTIMENTOS

Além da importância do cálculo do IPCA para representar a atual situação econômica do país, este indicador também é muito útil quando o assunto é investimentos.

Isso se deve ao fato do IPCA ser indispensável na hora de rendimentos de uma aplicação, ainda mais se for um investimento de longo prazo. Além de subtrair os impostos e as taxas, um investidor precisa considerar a inflação para chegar à rentabilidade real de uma aplicação financeira. 

Em um exemplo simples, caso uma pessoa decida investir R$10 mil em setembro, quando o IPCA mensal foi de 2,89%. Esta porcentagem significa que R$289 foram consumidos pela inflação.

Além do cálculo de rendimento, o IPCA possui títulos que estão atrelados ao seu desempenho. O Tesouro IPCA+ é um exemplo. Sua rentabilidade é calculada com base no índice da inflação (justamente o IPCA), que é uma taxa pós-fixada.

Por fim, mas não menos importante, a taxa Selic também é afetada pelo desempenho do IPCA. 

A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia, e uma das funções dela é justamente controlar a inflação. Ou seja: quando o IPCA está alto, o COPOM (Comitê de Política Monetária do BC) pode subir a taxa Selic para frear o consumo e regular a inflação.

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