Birô de crédito: Saiba como funciona esse tipo de companhia

O tipo de empresa que trabalha com o comportamento financeiro dos consumidores

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O Birô de crédito é extremamente conhecidao pelos consumidores. Sua importância se dá, principalmente, por conta da sua área de atuação.

Por se comprometer a analisar e avaliar o comportamento financeiro de todos os consumidores, esse é um tipo de instituição muito valorizada por lojas e prestadoras de serviços, pois ela diz se seu comprador arca com suas dívidas de maneira pontual.

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Eles, geralmente, possuem um relacionamento com o Banco Central.

O que é um birô de crédito?

Birôs de crédito são instituições que se prezam a medir e avaliar o comportamento fiscal das pessoas.

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Ao contrário do que muitos pensam, elas não estão ligadas ao Estado, se tratando de empresas relacionadas ao setor privado.

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Dessa forma, as companhias buscam diferentes comércios e instituições para contratar seu serviço. Esse tipo de negócio é extremamente benéfico a ambas as partes.

Da mesma maneira que o birô vai aumentar seu campo de atuação e, consequentemente, sua taxa de lucro, é de extrema importância que os negócios conheçam seus compradores.

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Então, eles podem se atentar a possíveis fraudes e se prevenir de consumidores com uma má reputação.

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Sua forma de funcionamento é extremamente simples. Primeiro, após se ligar com um tipo de empreendimento, o birô abre seu banco de dados.

Depois, todos os consumidores que passarem pelo comércio serão, de certa maneira, monitorados. Independentemente da forma de pagamento escolhida, será analisado se eles cumpriram com seu compromisso fiscal, ou se deixaram a desejar nesse quesito.

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Assim, os birôs têm como objetivo o gerenciamento desses dados, que podem ser 

consultados pelos seus clientes, sejam eles comércios, bancos ou outras instituições.

Ilustração de banco de dados/Fonte: Solvimm

É importante levar em consideração que o histórico pagador de contas também são analisados por essas instituições, o que estende sua área de atuação.

Quais as instituições desse meio?

No Brasil, os birôs de crédito mais conhecidos são a Serasa e o SPC. Ao contrário do que muitos pensam, elas são companhias concorrentes, e não possuem relação entre si.

Ainda que pouco conhecida, a Quod também é conhecida como uma gerenciadora desse tipo de dado. 

Ela é uma das companhias deste ramo mais recentes. Fundada no ano de 2018, ela surgiu através da união entre cinco instituições bancárias. Dessa forma, a parceria se deu entre o Bradesco, Banco do Brasil, Itaú, Caixa Econômica e Santander.

Eles se reuniram para, entre outros motivos, não depender de terceiros para analisar o perfil de seus clientes.

O último birô conhecido no Brasil é a Boa Vista. Ela, por sua vez, funciona de uma maneira parecida com a da Serasa, contando com poucas variações.

Lado negativo dos birôs

Vale ressaltar que, apesar de ser uma maneira segura das instituições conferirem o perfil de seus consumidores, esta é uma prática extremamente perigosa aos indivíduos analisados.

Conforme os avanços da tecnologia e do mundo digital, ficou cada vez mais difícil manter suas informações protegidas na internet.

Assim como os mecanismos de defesa evoluem, também aumentam as ferramentas que pessoas mal-intencionadas podem utilizar para se apropriar de informações alheias.

Desta forma, se torna quase impossível manter algum dado seguro.

Esse incidente já atingiu um birô de crédito. No ano de 2020, conjuntos de informações de mais de 200 milhões de brasileiros foram divulgados na chamada Dark Web.

Ilustração falha de segurança/Fonte: Olhar Digital

Essa falha de segurança foi atribuída à Serasa Experian, que responde processos até hoje. Esses documentos expunham milhares de dados, como o CPF, nome completo, situação civil, foto de identificação, registro de veículos, endereço completo, salário, situação de renda, entre outros.

Apesar de se isentar da culpa, essa companhia responde a diversos processos até hoje.

Pode ser, ainda, atribuído um valor negativo em decorrência do seu caráter de avaliação. Da forma que a coleta de dados e o sistema de Score funcionam, medindo o quão boa é a relação de alguém com suas dívidas, a classe mais baixa da sociedade é prejudicada.

Em algumas situações, o indivíduo não tem condições de arcar com as dívidas impostas pelo governo ou pelas companhias que providenciam água e luz, por exemplo. Nesses casos o score da pessoa é prejudicado.

De qualquer forma, a segurança envolvendo a coleta e o armazenamento desses dados é frequentemente questionada, fazendo com que, muitas vezes, até a sua eficácia seja contestada.

Como funciona o Score

O chamado Score, medido por estas companhias visam avaliar em um sistema de pontos a relação de um indivíduo com seus gastos.

Ilustração do score/Fonte: Super Digital

Dessa forma, é atribuído um valor de 0 a 1000 à essa característica. Os pontos levados em consideração por esse sistema, por ordem de importância, são: Pagamento de crédito, consultas de crédito, histórico de dívidas, tempo de uso de crédito, crédito contratado e pagamento de dívidas.

Através desses fatores, a quantia referente ao Score é gerada. 


Se esse valor for de 0 a 300, isso significa um alto grau de inadimplência. Se ele estiver entre 300 e 700, isso indica grau médio. Quando ele se encontra acima de 700, logo é considerado um baixo risco.

Algumas instituições também podem se utilizar desse índice para aumentar o limite do cartão de crédito de seus clientes.

De qualquer maneira, é inegável a eficácia desse tipo de sistema. Ele indica fatores importantíssimos para que os negócios evitem ficar no prejuízo.

No mais, apesar de facilitar a vida das companhias, o armazenamento dessas informações pode configurar um sério risco aos consumidores, permitindo que acontecimentos como o evento envolvendo a Serasa aconteçam.

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